quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um passeio que surpreende

Débora Cordeiro

Se você quer visitar um lugar diferente e divertido pode apostar no aquário de São Paulo. Localizado no bairro do Ipiranga, o local possui 6 mil m², foi reformado há 2 anos, tem um complexo só de mamíferos aquáticos e é o primeiro aquário temático da América do Sul. Gostou? Então mergulhe nesta história.

O passeio mostrará desde os animais de água doce que vivem no Pantanal e na Floresta Amazônica, até pingüins, lontras, peixes-palhaço, leões marinho e até mesmo tubarões de mar aberto. São mais de 1 milhão de litros de água salgada.

Com tantos bichos é necessário uma boa estrutura. Segundo Anael Fahel o diretor do complexo, muita comida é utilizada. “São aproximadamente 3 mil animais em exposição. Somente para o tanque Oceanário, onde vivem 6 tubarões, são gastos 5 toneladas de sal sintético por mês.”

Fahel conta, “são consumidos 100kg de verdura por semana e mais de 100kg de ração por mês. Para o Morcegário, são 5kg de mel por mês e o lobo-marinho, recém chegado ao complexo, se alimenta de 10kg de peixe por dia.”

Após passar pelo setor de água doce, o visitante começará a ver os tanques de água salgada e neste roteiro verá as réplicas de um mangue, de uma praia e de um costão rochoso, entrará em um submarino semelhante aos da 2ª Guerra Mundial, passará pelo corredor tropical, conhecerá o Vale dos Dinossauros, entrará no Pólo Sul e ainda poderá ir no Viveiro de Aves Gigantes e ir ao cinema 3D.

Durante a visita há sempre monitores para dar informações sobre os bichos, como eles vivem, o que comem, como são tratados e principalmente, informações ecológicas. O oceanário trabalha com a conscientização ambiental e os visitantes são alertados sobre a extinção, a poluição dos rios e oceanos e também o respeito que se deve ter com os animais.

A equipe para cuidar do animais também é grande “O corpo técnico é composto por 36 biólogos, dois oceanógrafos, dois veterinários e 17 pessoas exclusivas para a educação ambiental” comenta Fahel.

Com tantos atrativos é difícil não querer dar um pulo lá. A visita dura em torno de 2 horas. O aquário fica na Rua Huet Bacelar, 407, a 5 quadras da estação Ipiranga do metrô, o telefone é 2273-550.

Aprender uma arte

Debora Cordeiro

Tirar fotos é uma paixão de muitos, não só pelo prazer de poder eternizar um momento, mas também para retratar aquele detalhe que só os olhos vêm. Através de um clique uma sensação é guardada. Mas para isso, alguns gostariam de ter mais recursos e conhecimento a respeito de como tirar a melhor fotografia.

Cursos na área são na maioria das vezes voltados para profissionais do ramo e ainda são pouco acessíveis financeiramente para leigos. Portanto, faz-se necessário a criação de cursos livres e oficinas de fotografia, para os interessados aprenderem técnicas e também poderem expor os seus trabalhos.

A técnica da fotografia está ligada à muitos fatores, tais como, iluminação, contraste, posição, cenário, velocidade, zoom, entre outros. Contudo, esse leque dá uma abertura para outros conceitos como impressão, papéis e atualmente com a fotografia digital esses recursos se expandem. Além de tudo isso, ainda há a história desta arte e como se faz para produzir uma imagem com qualidade artística.

É importante avaliar que nem sempre a máquina mais cara é a melhor, ou retrata a mais bela foto, cursos na área são interessantes para desenvolver técnicas e podem ser um passatempo relaxante e acabar tornando-se uma profissão, tudo depende do investimento que se faz em si mesmo, seja financeiro ou no tempo que é disponibilizado para uma atividade.

Mais do que dar um clique, o gostinho de criar uma arte é mais prazeroso se feito com as técnicas e com embasamento, sabendo-se onde pode chegar o como é possível retratar algo que só você viu e que quer compartilhar, da melhor forma. Nada custa procurar e fazer algo que dê prazer e agregue conhecimento, o importante é a iniciativa.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mais uma vez, músicas, sensações e outras cocitas

Não sei se é só comigo, mas acho que a música tem um poder, é sério, não estou falando de ouvir Hill the word, do rei M. J., e sair pra salvar o mundo. Até que seria bom, mas este não é o caso. Se eu vou a algum lugar, ouvindo o mp3 e antes de desligar, a última música que estiver ouvindo não for up, eu fico down, ou pensativa, ou intelectual, ou infantil, retardada, enfim depende da música, isso é normal?
Uma frase de uma música tem um poder gigantesco, eu sou fissurada por música, mas por coreografia então, nossa, aí eu explodo. A-D-O-R-O! A diva B., por exemplo, ela revoluciona a cada clipe, pegue a letra, não precisa de muito Q.I para interpretar e olhe as coreografias da mulher (ou melhor do coreógrafo dela) imagina quão maravilhosa deve ser aquela cabeça que pensa em cada passo, em cada olhar e em todas as milhares de reboladas!?! Outro dia me disseram que ela vai rebolar tanto que uma hora travará em um lugar só!Rs! É, pode rir é um comentário maldoso. Mas particularmente, acredito que ela não será mais uma Britney ou Amy, Gaga então, Jesus não me chicoteie!
Não sei você que está lendo-me está acompanhando meu raciocínio, essa minha velocidade é resultado de muita internet, tv, celular, mp3, revista, casa, gato, periquito, cachorro, tudo junto, misturado, cozido, assado, frito e mal passado!
Voltando ao início, por exemplo, se eu estiver no ônibus, indo para uma entrevista e ouvir I gotta a Feeling, do Black Eyed Peas (essa também é apelação), já vou sentar e dar minha carteira profissional pra eles assinarem, porque naquela ali eu já passei, agora se eu sair do ônibus ouvindo, o Teatro Mágico (qualquer uma), vou virar a intelectual que vai analisar todo mundo -Jorge se você ler esse texto, isso é culpa sua!- e provavelmente ficarei desligada e não me concentrarei no principal, a entrevista. E vai daí pra pior, dependendo da música.
Eu estou procurando uma música que me ajude a formular algo pra dizer "o que eu tenho a melhorar'', nossa, eu tenho 15mil coisas a melhorar, só que o problema é sair algo que não seja tão problemático, não seja uma qualidade enfeitada, mas que também não me prejudique, não diga ansiedade, porque todos os humanos são ansiosos.
Eu quero complementar esse post., quero falar ainda mais sobre as coreografias, mas agora preciso dormir, mesmo desempregada, amanhã eu tenho um dia cheio!
I have to go now, tchau...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quem não tem o que dizer critica os outros...

Estava eu apreciando o som do Teatro Mágico, fuçando na internet, lendo textos dos blogs alheios e resolvi entrar no site do PT para ver o que tem já que este é ano de eleição, vi que das 5 chamadas de capa, a primeira e com maior destaque fala algo sobre os rivais, as outras 4 mostram notícias internas do Partido, com o chapéu "Institucional" em cima.

Fui fuçar no oponente azulzinho e não é que o site é super arrojado, com notícias que ficam mudando, um esqueminha com o flash, coisa chique de classe média alta, enfim, encontrei 4 notícias (críticas ou colunas, qualquer coisa do gênero opinativo, talvez até sátira!) dos adversários. Aí eu quase pensei que estava no site errado (às vezes me confundo nas abas), mas não, era azul e não vermelho. Ué...

Então parei para ler as chamadas, porque eu só via PT, PT, PT... no site dos outros!?! O assunto não importa muito, pois amanhã irá mudar...

Eu não sou muito de " a primeira impressão é a que fica", mas muito brasileiro é. Imagine se eu fosse alguém que gostaria de entender as idéias dos dois partidos para começar a pensar em quem votar no final do ano? Desistiria agora, afinal o passarinho só sabe falar mal dos outros. Lembra uma vizinha minha que fica na janela o dia todo cuidando da nossa vida, antes eu encanava, hoje já entendi que ela é só uma velha sem vida e que a vida dela é isso, saber da vida dos outros e comentar, dar palpite, dizer que poderia fazer bem melhor, mas que nunca fez nada, hoje é só uma velha arrependida pelo que fez e o que não fez.

"A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário."
A metamorfose - Fernando Anitelli
O Teatro Mágico

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A ocasião faz o artesão

Diferentemente do ditado 'a ocasião faz o ladrão' é possível ver o contrário desta ação. Ao invés de se tornar ladrão para garantir sua existência, muitos dos artesões encontrados por toda a história mundial utilizaram-se da arte para sobreviver.

No Brasil, o artesanato se tornou um produto ou de elite ou souvenir de viagens, meras lembrancinhas. Mas é possível apreciar belas obras e perceber que a criatividade não tem limites.

Em Florianópolis - SC é possível encontrar esculturas de conchas, vestidos de renda tecidos à mão como se fazia na época da colonização portuguesa no Brasil.

Em Buenos Aires - Argentina, há quadros belíssimos com paisagens e movimentos do tango que só um bom pintor que convive com essa arte poderia captar e reproduzir, ao seu ver claro. No Uruguay na cidade de Punta del Este - bijouterias feitas com pedras e conchas, são mais belas que muitas peças de joalherias com as "agás externes" da vida, se é que me entendem.

A produção de artesanato é bastante presente nas cidades turísticas, muitas que antes eram castigadas pela falta de incentivo e desenvolvimento, após serem descobertas como um novo paraíso, se tornam o novo point dos turistas de plantão e empresários que resolvem construir seus mega-resorts. Neste momento os aprendizados passados de pai para filho, ou de vô, tio, voltam a ser uma forma de vida, muitos dos artesões se tornaram um 'profissional da arte', pois é através disso que conseguem garantir sua subsistência, diferentemente do ladrão, que apesar de ser uma pessoa marginalizada pelos preconceitos da sociedade, escolhe o caminho mais fácil para sua "subsestência" (e olhe lá, pois muitos deles roubam muito mais do que precisariam).

O importante é valorizar o esforço e a criatividade daqueles que sobrevivem com muito menos do que os turistas sócios da cvc. Arte é para ser apreciada, seja onde ela estiver.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Compartilhar-se

Existem pessoas que damos tudo de nós para fazer bem, e essas tiram tudo o que temos e somos, e levam embora.

Nos sentimos um nada, não somos mais nada. Perdemos identidade, felicidade, razão de viver, confiança, às vezes até sonhos e perspectivas, essas pessoas tiram nossa essência. E sem perceber o que estamos perdendo, damos tudo, em um gesto impensado (às vezes até infantil) de fazer tudo por alguém.

E mesmo assim, não queremos julgar, afinal nem sempre as pessoas nos fazem um mal por vontade própria, elas simplesmente não conseguem dar também tudo o que oferecemos, mas sabem aproveitar e se acomodam a isso.

Ficamos com raiva, primeiramente pela pessoa e um tempo depois, descobrimos que a raiva é de nós mesmos que não conseguimos mais ser e fazer o que conseguíamos antes.

Isso é bom e ruim. Bom pelo fato de que nos ajuda a mudar, crescer, conhecer as pessoas antes de se dedicar, se amar mais, ser feliz antes de tentar fazer alguém feliz, se cuidar, pensar em si (parece egoísta, mas não é), estamos em constante evolução da espécie e do pensamento e mudar faz bem. Ruim? Eu não vejo evolução como algo ruim, é que ficamos abalados, nos queixamos, queremos ser aquilo que fomos. Mas pense, só éramos aquilo pela aquela exclusiva e determinada circunstância (trocando em miúdos: porque aquela pessoa estava ao nosso lado e muitas vezes éramos alguém por ela), hoje podemos ser o que quiser.

Podemos encontrar e conhecer pessoas que já passaram por situações parecidas, podemos dar valor as pessoas que realmente merecem, mas precisamos sempre lembrar que não existe a metade perfeita da laranja, não existe cara-metade, não existe alguém que se encaixe em nossos requisitos, meninas: NÃO EXISTE PRÍNCIPE ENCANTADO! Existe amor (ou paixão, gostar, enrolar, algum sentimento, e é esse que se deve dar valor).

Antes de tentar fazer alguém feliz, deve-se tentar conhecê-la, saber os seus detalhes, não tente dar a alguém um buquê de rosas, se ela acredita que cada mero botão rosa é uma vida que foi assassinada. Fazer alguém feliz é compartilhar e respeitar, dar carinho e se receber de volta, é porque está indo pelo caminho certo.

Ah, esse texto, como alguns outros do blog, são inspirações alheias, ou seja, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. São pensamentos, coisas que eu junto, vejo e depois coloco aqui, só pra compartilhar com vocês!
Lembrando ainda de uma frase que aprecio muito: "os opostos se distraem e os dispostos se atraem".

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O amor não tira férias

“Descobri que quase tudo o que já foi dito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: “As viagens acabam em encontros de amantes”. Que pensamento extraordinário. Pessoalmente não experimentei nada parecido, mas creio que Shakespeare experimentou.

Acho que penso em amor mais do que deveria. Sempre me surpreende o seu poder de alterar e definir nossas vidas. Foi Shakespeare também que disse: “O amor é cego”.

Agora eu sei que isso é verdade. Para algumas pessoas o amor desaparece inexplicavelmente, para outras o amor está simplesmente perdido, mas é claro que o amor também pode ser encontrado, mesmo que só por uma noite.

Há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel. Aquele que quase mata suas vítimas, chama-se amor não-correspondido. E, nesse, sou especialista.

Na maioria das histórias de amor, um se apaixona pelo outro. Mas e quanto ao resto? E as nossas histórias? Daqueles que se apaixonam sozinhos. Somos vítimas do amor que não é recíproco, amaldiçoados pelos amados, mal-amados. Feridos sem prioridade. Deficientes sem o melhor lugar no estacionamento. Eu sou uma dessas pessoas.

Amei profundamente esse homem por três desesperados anos. Os piores anos da minha vida, piores Natais e aniversários. Passagens de ano à base de lágrimas e valium. Os anos em que estive apaixonada foram os mais sombrios, porque sou amaldiçoada por amar um homem que não me ama.

Deus, só de olhar para ele o coração dispara, a garganta aperta, não consigo engolir. Todos os sintomas são comuns…”

(Texto do filme O amor não tira férias)